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Boas práticas

Esta página é opcional, mas vale a leitura: reúne o que se aprendeu usando o TalentScore no dia a dia.

O prompt do sistema é o que a IA sabe sobre a sua empresa antes de abrir qualquer currículo. Um prompt bom cobre três coisas:

  1. Contexto da empresa — setor, tamanho, jeito de trabalhar.
  2. Critérios de avaliação — o que pesa mais na sua realidade.
  3. Tom da resposta — como você quer ler o parecer.

Um exemplo completo:

Somos uma startup de saúde digital com 80 pessoas. Cultura colaborativa e
remota. Valorizamos pessoas curiosas, com bom raciocínio analítico e
disposição para aprender em domínios novos.
Ao analisar currículos:
- Priorize experiência prática sobre formação acadêmica.
- Considere candidatos de áreas adjacentes (engenharia, design, dados)
desde que tenham raciocínio compatível.
- Aponte lacunas de coerência na trajetória, quando houver.
- Valorize quem teve experiência em times pequenos ou autonomia explícita.
Tom da resposta: direto, objetivo, sem jargão. Justifique a nota citando
elementos concretos do currículo. Em pontos de atenção, foque em lacunas
verificáveis, não em opiniões pessoais.
  • Use de 5 a 10. Listas longas diluem o sinal.
  • Poucas obrigatórias — de 2 a 4. Se tudo é obrigatório, nada é.
  • Seja específico. “React” funciona melhor que “Frontend”; “PostgreSQL”, melhor que “Banco de dados”.
  • Coloque os diferenciais como Desejável — aquilo que não elimina ninguém, mas conta a favor.
  • Fique entre 3 e 5. Acima disso as avaliações começam a se repetir.
  • Use termos concretos: “Comunicação escrita”, “Liderança técnica”, “Trabalho remoto” — em vez de “Bom de relacionamento”.
  • Trate como filtro inicial, não como conclusão. Soft skills se confirmam na entrevista, não no currículo.

Comece em 8,0 (o padrão) e ajuste depois da primeira rodada:

  • Ninguém passa e o volume de currículos é razoável? Baixe.
  • Passa mais gente do que você consegue entrevistar? Suba.
  • Vaga com pool muito grande? 7,0 filtra sem ser restritivo demais.
  • Posição rara em que só o topo interessa? 8,5 ou mais — sabendo que poucos passarão.

Use interno para quem tem conta e participa dos processos com frequência: RH, gestores diretos, time técnico.

Use externo para:

  • gestores que entrevistam de vez em quando e não têm conta;
  • especialistas técnicos contratados;
  • pessoas de outra empresa, como o cliente final em uma vaga de squad.
  • Não exclua bons candidatos só porque a vaga acabou. Desvincule da vaga e mantenha no banco.
  • Vincule gente antiga a vagas novas em vez de pedir currículo de novo — a análise dispara sozinha.
  • Atualize o currículo enviando o arquivo novo; o sistema reconhece a pessoa e substitui.
  • Preencha “Indicaria para outras vagas” nas avaliações. É esse campo que transforma o banco em algo consultável depois.

Quando aparece o aviso de suspeita de injeção, evite os dois extremos — nem ignorar, nem descartar sem checar:

  1. Leia primeiro a análise da IA. Coerente com o currículo? Provável alarme falso.
  2. Abra o currículo original e procure instruções dirigidas a um avaliador automático, texto em letra branca ou minúscula, e pedidos de nota máxima.
  3. Confira o padrão exato no painel de Segurança IA (administradores).
  4. Confirmada a manipulação, decida pela leitura manual e pela entrevista, e registre isso na avaliação.
  5. Alarme falso, siga normalmente.